
Fatores de Risco
Os fatores de risco aumentam as chances de desenvolver câncer, mas isso não quer dizer que você vai obrigatoriamente ter câncer de pulmão.

Os principais fatores de risco para o câncer pulmonar são tabagismo, história familiar de câncer de pulmão, doenças pulmonares como enfisema e tuberculose, exposição ao amianto ou a substâncias químicas ou físicas (radônio, arsênico, cromo, níquel, e fuligem), e poluição do ar.
O tabagismo, tanto ativo quanto passivo, representa o principal fator de risco para a causa do câncer de pulmão. Quanto maior o consumo de tabaco, maior o risco do desenvolvimento do câncer de pulmão.
Por outro lado, ao parar de fumar o risco diminui. Assim, quanto antes de fumar, o risco de desenvolver câncer de pulmão reduz significativamente.
Outros fatores de risco são menos frequentes tais como a exposição ao amianto (asbesto), poluição atmosférica, entre outros. E em alguns casos não é possível identificar uma causa específica.
Sinais e Sintomas
Não existem sinais ou sintomas específicos de câncer de pulmão, porém as manifestações mais frequentes são tosse persistente, escarro com sangue, dor no peito, rouquidão, piora da falta de ar, perda de peso e apetite, pneumonia recorrente, sentir-se cansado ou fraco.
As manifestações clínicas do câncer de pulmão se confundem com os sintomas de outras doenças respiratórias, sendo um dos motivos do atraso no diagnóstico. É importante ficar muito atento, pois não só o surgimento de novos sintomas, mas a modificação de alguns sintomas que já existiam devem ser observados.
Diagnóstico

Diversos exames podem ser necessários para se chegar ao diagnóstico de câncer de pulmão.
O principal exame de imagem utilizado na investigação diagnóstica é a tomografia computadorizada do tórax. Os exames de imagem levantam a suspeita de câncer de pulmão, mas a confirmação tem que ser feita através de biópsia. A punção guiada por tomografia ou a broncoscopia são os principais exames para se fazer a biópsia de uma lesão pulmonar suspeita de câncer. O objetivo destes exames é coletar material para ser analisado pelo médico patologista, que dará o diagnóstico final.
Estadiamento
Assim que se estabelece o diagnóstico de câncer, deve-se determinar a sua extensão através do estadiamento. O PET-CT e a ressonância magnética do cérebro são os exames empregados para esta finalidade.
O câncer de pulmão é classificado em estágios, de acordo com a extensão da sua disseminação. Os estágios I e II compreendem a doença localizada e restrita ao interior do pulmão. O estágio III indica que o câncer ainda está confinado ao tórax, mas já ultrapassou os limites do pulmão comprometendo as estruturas ao seu redor ou atingindo os gânglios linfáticos localizados entre os pulmões. E a doença no estágio IV significa que o tumor compromete outros órgãos além do pulmão, o que se chama de metástases.
Tratamento
Os principais recursos para o tratamento do câncer pulmonar são cirurgia, radioterapia, quimioterapia, imunoterapia, e terapia-alvo. As diferentes formas de tratamento podem ser utilizadas de maneira isolada ou mais frequentemente, de maneira combinada.

A cirurgia tem por objetivo a retirada do tumor com margem de segurança, e a remoção dos gânglios linfáticos próximos ao pulmão. O tipo da cirurgia depende do tamanho, localização do tumor, e da capacidade respiratória.
As cirurgias também são classificadas conforme a quantidade de pulmão que é removida:
Segmentectomia e ressecção em cunha: é a retirada de uma parte pequena do pulmão, somente a parte que envolve o tumor.
Lobectomia: é a retirada de todo o lobo pulmonar onde o tumor está situado.

Pneumectomia: é a retirada de um pulmão inteiro
Além disso, a cirurgia também é classificada de acordo com a via de acesso utilizada para a remoção do tumor:
Cirurgia minimamente invasiva: compreende duas modalidades de acesso cirúrgico: cirurgia vídeo-assistida e cirurgia robótica. Em ambas as técnicas são realizadas pequenas incisões na parede lateral do tórax para a introdução de câmera de vídeo e pinças específicas. As principais vantagens das técnicas minimamente invasivas são menos dor, recuperação pós-operatória mais rápida e retorno mais precoce às atividades habituais.
De maneira geral, as técnicas minimamente invasivas são preferencialmente empregadas para o tratamento de tumores em estágios mais iniciais.
Toracotomia: consiste na abertura do espaço entre as costelas para se ter acesso à cavidade torácica. É a técnica cirúrgica mais tradicional, empregada há bastante tempo. Apesar da preferência pelas técnicas minimamente invasivas, em algumas situações a melhor opção continua sendo a via aberta, tradicional.
Complicações
As complicações podem ocorrer em qualquer tipo de cirurgia. O risco de complicações na cirurgias de ressecção pulmonar varia de 20% a 30%, dependendo do porte da cirurgia e das condições clínicas de cada paciente.

As principais complicações são: fístula aérea (escape de ar para fora do pulmão), pneumonia, arritmia cardíaca, sangramento, trombose e embolias, entre outras.
É importante ressaltar que a maioria das complicações são classificadas como complicações menores, ou seja, que não causam grandes problemas na sua recuperação, mas que podem prolongar o tempo de internação hospitalar e ou o tempo de recuperação em casa. A maioria das complicações não deixam sequelas.
A taxa de mortalidade das ressecções pulmonares é de cerca de (1 a 2%, mas pode chegar a 5 a 10% nas cirurgias de grande porte, como a retirada de todo o pulmão. Todos os cuidados pra reduzir os riscos de complicações são tomados antes, durante e depos da cirurgia.
